A Revista Íntegra, após cinco anos de publicações, chega ao fim.
Convidamos você a conferir esta última edição. Saiba mais...
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sexta-feira, 9 de março de 2012

“Só vi pedras” – mas que pedras!

Antes de partir para a Turquia, numa viagem de quinze dias com um grupo de brasileiros e portugueses por este país que tem atraído cada dia mais turistas, escuto esta frase:

- Estive na Turquia, mas só vi pedras!
Parto sem grandes expectativas, apenas a vontade de conhecer um novo lugar, direção leste na minha rosa-dos-ventos, “por mares nunca dantes navegados”. Grupo grande, divertido e ruidoso, há muitos anos não viajo assim, em excursão. Deixo preconceitos do lado de fora do ônibus e vamos lá! A guia turca fala um português formidável e é daquelas com talento cênico, mais do que conta, ela transpira a história.
Istambul caótica, trânsito que faz lembrar filmes indianos, ou passeios à rua 25 de março, abre-se à minha frente. Vendedores em bazares milenares - à caça de brasileiros (somos milhares por aqui!)  que eles perceberam, compram sem parar - não dão sossego para turistas desavisados. “Você é brasileira? de São Paulo? falo português!”
Fico me lembrando das aulas de história do Brasil, daquela parte explicando o porquê da necessidade de partir pelo oceano a caminho das Índias, quando os otomanos fecharam a passagem por terra e pelo Bósforo aos mercadores que iam rumo ao Oriente, em busca de especiarias, tapetes, tecidos e adornos. Encontra-se, ainda hoje, no mesmo Bazar das Especiarias. E mais um pouco. Gosto de pensar que nossa História começou aqui.

Reencontro com o mito da divindade feminina


Confesso que nunca me voltei para estudar mais profundamente o arquétipo feminino. Bastava-me a ideia junguiana pincelada na faculdade: “mulher como continente, homem como conteúdo”. Sendo paulistana, venho de uma época e local em que a mulher já estava na universidade, já trabalhava, já tinha seu lugar, vez e voz, mesmo que pequeno, na sociedade; a luta se fazia necessária para ampliar este espaço e pela igualdade salarial. Então, fui mais pragmática na questão do feminino: arregaçar as mangas e trabalhar, estudar, criar os filhos, organizar e arrumar o lar e dedicar-me a centros sócio-culturais – e dividindo tudo com o companheiro! Meu questionamento na verdade sempre foi mais político-social e cultural.
Ao chegar à Suíça, há vinte anos, uma das constatações era de que aqui a mulher ainda não tinha, ou não se importava em ter este status. Poucas trabalhavam e, além disso, lembremos dos direitos políticos relativamente novos - vide o tardio e básico direito ao voto!
Passado o choque inicial, foi pôr a mão na massa e criar/cavar meus espaços no mundo do trabalho. Os questionamentos da minha realidade continuaram sendo sempre de ordem prática.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

New 7 Wonders of Nature - Você Decide

Recentemente estivemos de férias nas Ilhas Maldivas (foto ao lado), viagem de sonhos, num dos lugares mais lindos do planeta, o mais lindo e impressionante que já visitei na categoria "beleza natural". A viagem em si é assunto para um outro post, mas o que quero indicar aqui é uma campanha que fiquei conhecendo quando estavamos lá: "Vote for the New 7 Wonders of Nature"

Uma campanha global foi lançada em 2009 para que o mundo decida as novas 7 maravilhas da natureza (New 7 Wonder of Nature), lugares de aclamada beleza natural, não criados ou modificados por razões estéticas pela mão do homem. 28 finalistas, definidas por um painel de autoridades, no assunto, liderados por Federico Mayor, ex diretor geral da Unesco, foram anunciadas em Julho de 2009 e submetidas a voto popular. A votação (via internet e telefone) estará aberta até 2011 quando as 7 novas maravilhas, definidas diretamente pela própria humanidade, serão anunciadas. Os países com sites entre os finalistas deselvolveram grandes campanhas e eventos para divulgar a votação e disputar os votos, de olho não só no prestígio mas também no retorno financeiro que certamente virá pelo turismo.

Entre as 28 finalistas o Brasil entra com a Floresta Amazônica e as Cataratas do Iguaçú (considerados "shared sites" com os países de fronteira) e a Suíça com o a montanha Matterhorn. A votação é interessante, porque você não vota só em um site, mas em 7. Cada um pode definir a suas próprias 7 maravilhas.

Para votar e saber mais detalhes sobre o projeto acesse o site: http://www.new7wonders.com/

sábado, 7 de novembro de 2009

Um pedacinho de Zurique - Magda Hammer

É uma região polêmica, cheia de paradoxos, luxos e lixos. Típico lugar que a gente odeia e/ou ama. O pedacinho que eu gosto é o seguinte: Josefstrasse, Gasometerstrasse, Neugasse e um trecho da Langstrasse. É o Bäckeranlage mais adiante. Ali raças, cores, delícias e vícios se misturam.
Cometo vários de meus pecados por ali, comendo no meu restaurante preferido, jogando conversa fora enquanto tomo um cafezinho ou um dos melhores sorvetes italianos em Zurique, admirando sapatos lindos e me sentindo a Carrie Bradshaw (mesmo não comprando nada!), matando o tempo no Bäckeranlage, pegando um livro em português no CEBRAC, naquela biblioteca maravilhosa com 6 mil exemplares, enquanto o marido reclama que eu deveria voltar a ler em alemão, ai gente que preguiça...

Cinque - na esquina da “Lang” com a “Josef” é um dos meus restaurantes italianos preferidos na cidade
Langstrasse 215
8005 Zürich
Tel +41 (0)44 272 46 30

Confeitaria e Sorveteria Bar Paolo Caredda – doces, sorvete italiano e um expresso bem gostoso
Josefstrasse 119
8005 Zürich
Tel +41 (0)44 440 23 41

Josef - pra tomar um drink cercado de gente bonita
Gasometerstrasse 24
8005 Zürich, Switzerland
Tel +41 (0)44 271 65 95

Maison Blunt Tea Room – o oriente em Zurique, azulejos ornamentais, mosaicos, almofadas coloridas, chá de hortelã natural e pratos árabes
Gasometerstrasse 5
8005 Zürich, Switzerland
Tel +41 (0)43 211 00 33

Movida Shoes - minha recente descoberta, na “Lang”, a dona é uma simpatia
Langstrasse 192
8005 Zürich

Riff Raff – um cinema com filmes alternativos e um bar bem legal.
Neugasse 57, Zürich
Tel +41 (0)44 444 22 00
www.riffraff.ch

Bäckeranlage – pra sentar na grama, jogar bola, tomar uma cervejinha com os amigos e de quebra assistir um showzinho.
Quartierzentrum Aussersihl
Restaurant B
Hohlstrasse 67
8004 Zürich Kreis 4

CEBRAC – um cantinho do Brasil na Suíça, o centro cultural brasileiro, resultado de tudo de bom que o trabalho voluntário pode gerar, informando e valorizando nossa cultura.
Quellenstrasse 25, 8005 Zürich
Tel +41 (0)44 271 43 05


Fotos - Herbi Ditl

Magda Hammer - Zurique, Suíça

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Please, have a heart. Thank you. - Lis Aguiar

Londres é uma cidade fria.

Milhares de pessoas de todos os lugares possíveis e inimagináveis do mundo habitam nesta cidade. Rostos, expressões, olhares, não olhares, melhor dizer...

É muito claro o que se passa em Londres, um grande centro urbano abrigando milhoes de pessoas em busca de algo, que na maioria das vezes nem elas sabem o que é.

Passeando pela Bienalle em Veneza no início de agosto, visitei uma exposição que mostrava placas, pedaços de papel com frases de várias cidades do mundo. Muito interessante, pena que não consigo lembrar agora de outras, mas o que mais me chamou a atenção foi um pedaço de papel escrito por alguém em Londres:

PLEASE, HAVE A HEART. THANK YOU.

Um contraste cultural gigantesco, super educação x falta total de, estrangeiros x preconceito velado (as vezes declarado – lembrei de uma situação que vivi no meu primeiro dia de trabalho num restaurante, quando respondi ao manager que eu era brasileira, ele irônica e educadamente disse “The brazilian invasion...”, retruquei dizendo: “Don´t forget Poland as well”, afinal naquele restaurante mais da metade eram poloneses. Enfim, contraste de religiões, culturas, sotaques, trejeitos, manias esquisitas, línguas, sotaques, grunhidos, e mais um milhão de coisas.

Viver em Londres não é difícil, mas eu não diria que é fácil. Opções culturais pra dar e vender, você pode ter uma opção todos os dias da semana, sem enjoar de nada. Mais? Comidas dos mais variados tipos, cores e sabores, coisas que talvez um dia eu nem poderia imaginar, se ao menos não tivesse visto e comido. Alimentos orgânicos, ovos free range, esses merecem um comentário a parte.

A razão impera em Londres. Pounds, pounds, pounds.
Certo x errado. Certo sempre. Correto. Ponderado. Educado. Polido. Agradável. Formal. Individual. É, individual.
A impressão que tenho as vezes, é que boa parte das pessoas vive em grandes geladeiras, e que cada vez que abro, ouço: Sorry. Thank you. Sorry. Excuse me. Sorry. Please. Sorry. Sorry. Sorry.

Have a heart. Thank you.

Lis Aguiar - Londres, Inglaterra

domingo, 20 de setembro de 2009

A beleza natural de Bali - Ana Paula Pereira


A idéia de ir para Bali foi simplesmente pela sua beleza natural e ao mesmo tempo por ter hábitos e modo de vida que tenta se adaptar à modernidade e ao turismo. É uma terra adorada pelo mar, com montanhas vulcânicas, arrozais, bosques de palmeiras, bananeiras gigantes, aldeias e mercados tranquilos, baías e praias de areia branca. Com uma área de 5.620 quilômetros quadrados e uma população de 3 milhões de habitantes, Bali é uma menores ilhas entre as 13.600 que constituem o arquipélago da Indonésia.

- "A palavra Bali, com a qual a ilha foi batizada no século IX, deriva da palavra Wali. Wali ou Wari era o termo com o qual os nativos, que muito veneravam seus deuses, chamavam o ato de adoração. Wali é uma palavra do sânscrito que significa "sacrifício oferecido ao deus", "adoração", "culto" ou "oferenda" . - (fonte: Wikipedia)

Depois do casório fizemos as malas com pouquíssimas roupas e enfrentamos 15 horas de vôo. Na verdade são 12 horas e meia até Singapura, onde fizemos a conexão com pausa de 2 horas. Nem achamos ruim, porque o aeroporto de Singapura é belíssimo, bem decorado, com lojas maravilhosas, variedades de comidas e uma espécie de Spa e Internet grátis. Relax!!!

Embarcamos, e mais 2 horas e meia até Bali. Chegando no aeroporto você não pode esquecer de comprar o seu visto de permanência que custa US 25 por pessoa e tem validade de 30 dias. Nos hospedamos no Bali Hyatt Resourt Sanur ( www.bali.resort.hyatt.com ) que fica a 30 minutos do aeroporto, a 15 minutos de Denpasar (capital) e a 30 minutos de Kuta Beach.

Um pouco de história

Em 1904 os holandeses desembarcaram na ilha de Bali para submeter-la ao domínio colonial. A população hindu, orgulhosa de sua própria diversidade no arquipélago, se opôs a invasão holandesa. Após vários acontecimentos, os holandeses atacaram o palácio real de Denpasar. Vestidos de branco, o rei e sua côrte marcharam ao encontro dos holandeses. Quando estavam próximos aos invasores todos os homens que seguiam o rei pegaram suas espadas e enfiaram no próprio peito, cometendo um ritual suicida que em balinês é denominado "puputan". Quase mil homens ficaram caídos no local enquanto os invasores holandeses olhavam a cena atônitos. Este acontecimento foi traumático para a consciência do povo holandês e deu início às crises colonizadoras do país.

A viagem

No dia 26 de Abril em Bali é Ano Novo ou em Balinês: Nyepi Day! Pensamos que iríamos cair na folia, engano nosso. Para o povo e costume Balinês o Nyepi Day realmente é o dia que voce deve meditar. Nada funicona na cidade, porque ninguém pode trabalhar, a não ser os hotéis, de onde você não pode sair durante todo o dia, correndo o risco de pagar multa. Ninguém sai na rua e nem se fala alto. Um dia realmente de respeito aos Deuses e a natureza. E por ser nosso 1° dia, ate gostamos do silencio do Nyepi Day depois do casório.

Bem pertinho do Hotel (Sanur) encontramos o restaurante Casa Luna com um ótimo peixe na folha de bananeira acompanhado de arroz típico de Bali e diferentes tipos de molhos como: alho com manteiga, cebola com um óleo de azeite especial , tomate prensado no óleo e sal, e é claro muitas verduras. Para acompanhar este banquete uma cervejinha que se chama PINTAN.

Um outro Restaurante bem especial (mas vá preparado para gastar) é o Jukung Seafood. http://www.cafejukung.com/

Primeiro você escolhe o peixe, lagosta ou camarão VIVO e em seguida ele é levado para a grelha... uffa! Estava ótimo. As bebidas, na maioria dos restaurantes, são tabeladas.

Bem pertinho do hotel encontramos o restaurante The Village Cucina Italiana. Com um ambiente bem romântico, tem no cardápio uma maravilhosa porção de peixe e carnes com molhos delciosos e com a típica salada Gado Gado. Vale a pena!




Típica comida de Bali (biscoito de arroz colorido)


O restaurante "International Piccadilly" você encontra em qualquer lugar de Bali. É uma ótima pedida com pratos bem variados.

Passeios

A melhor opção, depois de algumas pesquisas, foi a Asian Trails( http://www.asiantrailsbali.com/). Fizemos uma passeio em Besakih até Kintamani que dura cerca de 6 horas com almoço incluído: USD 38,00 por pessoa. O restaurante não era uns dos melhores, mas a vista mágica para o Vulcão compensou!
Outro passeio que gostamos muito de fazer foi Bali Hai Cruises pela Sail Sensations Nusa
Lembongan Resort (http://www.nusalembonganresort.com/). O passeio começa às 9:00h e só acaba às 17.30h com muita diversão. Um pequeno café da manha no barco, passeio pela ilha, mergulho, banana boat e almoço com pratos diversos. A ilha é pequena mas aconchegante! Custo: USD 70 por pessoa.

E não perca a oportunidade de ir em um Spa. Nós fomos no Anika Spa (www.anikaspa.com/)
La encontrei uma lojinha muito boa para quem procura uma roupa chic e artesanal. Vale uma passadinha! Regina Tailor and Fashion Shop. Endereço: Jl Danau Tamblingan 198 Sanur Bali T.

E quando precisar de táxi peça pelo Hotel e combine antes o preço com o taxista para não ter surpresas, ou exija que ele ligue o taxímetro, ás vezes vale mais a pena. Tente só utilizar os táxis da companhia Azul, que são registrados pelo Estado.
A moeda de Bali é muito desvalorizada em relação ao franco suiço ou ao real brasileiro. Por exemplo, 50.000 rupias equivale a Fr 5.- , ou seja, cerca de 9 reais. Eu me sentia sempre uma milionária!

Ande muito, descubra novos caminhos, ande pela cidade e nao tenha medo!!! Os Balineses são ótimas companhias e adoram conversar!

Aqui umas palavrinhas comuns em Balinês:

Obrigada: Sukusuman
Bom Dia : Salamati Pagi
Boa tarde: Salamati Siang
Boa noite: Salamati Malam
Bem-vindo: Datang
Até mais: Salamtinga
Bom apetite: Salamti Makan
Eu estou com fome: Saja Lapar
Eu sou Brasileira : Saja Datan dari Brasil
Ana Paula Pereira, Zurique - Suíça

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O melhor Latte Machiatto de Zurique

Ai machiatto, eu vejo uma eterna promessa de felicidade em ti! Tua espuma com cara de chantilly me faz lembrar as gulosises da infância. O leite quentinho aconchega e quando se encontra com aquela faixa escurinha de café prova que a miscigenação é beleza pura.
Você pode achar que eu estou viajando, mas tenho certeza que muitas mulheres concordam comigo. Aliás, é comprovado que a maioria das mulheres toma Latte Machiatto quando vai a um café.

Em busca do perfeito pingado, o jornal Tagesanzeiger contratou dois baristas conceituados de Zurique: Kurt Bauer e Armin Luginbühl. Eles tiveram a árdua tarefa de degustar Latte Machiattos em seis cafés diferentes no centro da cidade e classificá-los.
A reportagem é do dia 27 de maio de 2009. A classificação foi a seguinte:


Schwarzenbach, Münstergasse 17, 5.40 francos, 87 pontos
Belcafé, Bellevue, 5.70 francos, 77 pontos
La Stanza, Bleicherweg10, 5 francos, 76 pontos
Sprüngli, Pareplatz, 7.00 francos, 69 pontos
Infinito, Sihlstrasse 20, 5.80 francos, 51 pontos
Schober, Napfgasse 4, 6.80 francos, 49 pontos

Além da temperatura, sabor e qualidade do café foram avaliados o serviço do local e a aparência da bebida.
Bom, eu conheço a maioria dos locais acima e concordo com o que li na reportagem. Nela é dito, por exemplo, que o machiatto do Infinito tem muito leite e que o da Sprüngli também, mas é coisa linda. No Schober eu nunca provei, pois quando vou lá é para exagerar nos doces e não no café: peço espresso com adoçante ao lado de uma imensa torta de chocolate. Ridículo, não? Mas qual mulher nunca fez isso? Os especialistas dissseram que o machiatto lá deixa um gosto de pelica na boca.

Adoro o ambiente do Schwarzenbach, com sua cara e cheiro de espresso, sofisticadíssimo.
E por essa razao acabo ficando no cafezinho quando passo por ali. Acredito que o machiatto deles deve ser muito bom, mas acho um pecado misturar qualquer coisa no café naquele lugar totalmente especializado em grãos de café. Evito até o açúcar.

A reportagem não citou o Starbucks, pioneiro e especialista em misturar café com todos tipos de leite, cremes e sabores. Apesar do copo ser imenso, o machiatto deles é uma delícia e você pode criar o seu "drink" do jeito que quiser. Fora isso, meu Chris, que também entende de café, continua defendendo "o pingado chique" da rede americana como o melhor do gênero: pela qualidade do café, temperatura do leite e a consistência da espuma.

Então, alguém aceita um cafezinho? Ou melhor, um cafezão...


Magda Hammer (Zurique, Suíça)

terça-feira, 17 de março de 2009

"Tudo azul em Rodes", Andréa Cocchiarale

Há algum tempo, tenho vontade de viajar para a Grécia e este ano resolvi passar uma semana por lá. Meu destino foi a ilha de Rodes, a maior ilha do Dodecaneso, um grupo de ilhas gregas na extremidade leste do Mar Egeu, localizada a 18 quilômetros no sudoeste da Turquia.
Tenho que admitir que tinha uma idéia pré-estabelecida de que as ilhas gregas são todas iguais, com suas casas brancas de portas e janelas azuis e me surpreendi com Rodes e sua capital medieval. Fiquei também muito encantada pela população gentil, praias paradisíacas e uma comida deliciosa.

Mitologia grega
Conta a mitologia grega que Zeus, após a sua vitória contra os gigantes, dividiu a terra entre os deuses do Olimpo. Hélios, o deus do sol, não estava presente no momento da divisão e foi esquecido no final do sorteio. Quando apareceu, Hélios exigiu a sua parte porém Zeus não pode refazer a divisão das terras já que os outros deuses não concordariam. Hélios ficou desapontado e fez com que Zeus e os outros deuses prometessem que caso surgisse uma outra ilha no mar, esta seria dele.
Uma linda ilha emergiu do fundo do mar e Hélios a transformou na mais bonita do Mar Egeu.

Curiosidade
Rodes já foi ocupada por vários povos, entre eles árabes, turcos e italianos, o que influenciou
muito a arte, a cultura, a língua e a arquitetura da ilha.

A Cidade de Rodes
Com 2400 anos, a Cidade de Rodes, capital da ilha, impressiona seus visitantes com seu bairro medieval, hotéis luxuosos, comércio variado, bares e restaurantes, além de sua infra-estrutura turística.

A cidade é dividida em antiga e moderna. A parte antiga (ou cidade medieval) fascina seus visitantes por suas paredes e edificações medievais. São aproximadamente 200 ruas antigas repletas de chafarizes, edifícios medievais, hotéis, bancos, centenas de lojas de souvenir, bares e restaurantes além de museus, igrejas, entre outros pontos turísticos. A cidade medieval de Rodes é patrimônio mundial da UNESCO:

A cidade moderna também oferece uma variedade de pontos turísticos para os visitantes, começando pelo Porto de Mandraki com suas duas estátuas de veados, os moinhos de vento e o farol de St. Nicholas. Do porto, é possível ver a cidade medieval e sua muralha, foto de cartão-postal. Na cidade moderna, encontram-se também o mercado novo com suas lojas de souvenir, bares e restaurantes, o Museu Arqueológico, o Palácio do Governo (edifício italiano), a Agência Central do Correio e o Instituto de Biologia Marinha, além de lojas como Zara, Lacoste, entre outras marcas internacionais.
Uma curiosidade: existem várias lojas de guarda-chuva e de artigos em couro, especializadas em casacos de pele, na cidade moderna.

Lindos
Lindos é a cidadezinha mais charmosa de toda a ilha. Ela está localizada há 55 km sul da cidade de Rodes e é possível chegar até lá alugando um carro (diárias de carros a partir de 48 Euros com seguro incluso e quilometragem livre), fazendo um passeio de barco ou de ônibus. Alugar um carro por um dia é vantajoso porque também é possível visitar outras cidadezinhas e algumas praias paradisíacas localizadas entre a Cidade de Rodes e Lindos.

A cidade de Lindos é famosa por sua Acrópole, as ruazinhas de pedra, lojas de souvenir e uma bela praia de areia, o que é um pouco raro na costa leste da ilha. A Acrópole de Lindos começou a ser construída no século IX antes de Cristo. No entanto, foi destruída por um incêndio no ano de 342 a.C. e reconstruída posteriormente. A entrada custa 6 Euros por pessoa. Uma vez estando na cidadezinha, é muito fácil chegar à Acrópole. Basta ir a pé ou pagar 5 Euros por pessoa e fazer uma divertida caminhada montando um pequeno jumento.


Faliraki
Faliraki localiza-se 14 km ao sul da Cidade de Rodes, menos de 30 minutos do aeroporto internacional de Diagoras. Esta cidadezinha é bem popular entre os turista. Lá encontramos uma grande quantidade de hotéis e resorts, além de bares, restaurantes e clubes noturnos que garantem noites agitadas.

Dicas de excursões:
* Kalithea: A praia de Kalithea localiza-se entre a Cidade de Rodes e Faliraki. Este é o local ideal para quem gosta de mergulhar. Uma parte da praia é privada e a entrada custa 2,50 Euros por pessoas. O local é muito bonito e oferece aos visitantes um pequeno museu, um bar à beira mar e uma loja de souvenir. O aluguel de duas cadeiras e um guarda-sol custa 7 Euros (para o dia inteiro). O ambiente é muito agradável, repleto de gente bonita e a sensação é de que estamos em um clube privado. Vale a pena a visita.

* Praia de Stegna: É um pouco complicado chegar até esta praia de água morna e areia fina. A melhor maneira de chegar até lá é de barco ou de carro. Algumas excurssões de ônibus também passam por ela. A praia de Stegna localiza-se entre Faliraki e Lindos.

* Costa oeste: Neste lado da ilha encontramos sítios arqueológicos, como o Templo Polias Athena ou as ruínas do castelo medieval, cidadezinhas pitorescas, muitos hotéis e belas praias

* Passeio de barco até a Turquia: Várias empresas turísticas oferecem passeios diários, com a duração entre 7 e 10 horas, até a Marina de Marmaris na Turquia, localizada há apenas 50 minutos (de barco) de Rodes. Além do city tour na cidade mediterrânea do oriente, as empresas também oferecem um passeio até o famoso mercado ao ar livre onde é possível encontrar roupas e acessórios de couro, jóias, tapetes, objetos de decoração, entre outros. As excursões diárias podem ser encontradas a partir de 42 Euros por pessoa.

Rodes, Grécia
Língua: grego (muitas pessoas falam inglês, alemão e italiano)
Fuso horário: + 5 horas em relação à Brasília (+ 6 horas durante o verão europeu)
Clima: Rodes localiza-se em uma das áreas mais ensolaradas da Europa, são em média 270 dias de sol por ano, com temperaturas oscilando entre 29 e 33 graus no verão (21 junho – 22 setembro). A temperatura média da água é de 25 graus no verão, podendo chegar até 27 graus no mês de agosto. Chove bastante durante os meses de novembro e fevereiro.
Melhor época para visitar: Durante os meses de julho, agosto e setembro.
Visto: Brasileiros não precisam de visto para visitar a Grécia com estadia de até 90 dias naquele país.
Como chegar: De avião (55 minutos de Atenas) ou ferryboat (aproximadamente 19 horas de Atenas)
O que comer: A culinária grega é bastante rica e saborosa, oferecendo inúmeros pratos típicos como moussaka (feito com beringela, carne moída e queijo), gyros (carne, pão sírio, iogurte), salada grega (com queijo feta), entre outros.
Bebida tradicional: O Ouzo é um destilado com anis, bastante forte, que pode ser bebido puro ou com gelo.
Compras e souvenirs: Em Rodes, existem diversas lojas especializadas em couro, com bolsas, carteiras e cintos por preços bastante em conta.

O azeite de oliva grego é bastante comercializado e esta é uma ótima dica de compra já que ele é considerado o azeite mais saudável do mundo.

Texto e Foto: Andréa Cocchiarale - Matéria Publicada na revista Panorama do Turismo, nº 41, setembro 2008

sábado, 14 de março de 2009

Beline está na Austrália, mas já passou pela Grécia

Queridos leitores da íntegra, o Beline agora está na Austrália, e eu resolvi postar a partir de agora e até o blog "Viagens na íntegra" entrar em ação, alguns vídeos e textos do blog deste conhecido conterrâneo e mochileiro que está batendo perna por aí.

Do Blog: "Beline Cidral foi capturado pela Revista Up!, e viaja pelo mundo com uma mochila nas costas, uma câmera na mão, nenhuma idéia na cabeça e quase nada nos bolsos. Ele mostrará, de onde for, as aventuras e perrengues de uma viagem inusitada pelos quatro cantos do planeta... enquanto o Mochileiro Up! passeia, sua mãe pensa que está num seminário estudando pra ser padre."


Mas vamos ao que interessa, que por enquanto é esse vídeo, o derradeiro da Europa, mais uma super produção de qualidade duvidosa e conteúdo pouco relevante, exceto pelas duas ultimas partes que podem te fazer mudar de opinião sobre a nossa famosa força de segurança nacional e transformar seu cafezinho mais ou menos de cada dia numa verdadeira obra barista. A primeira parte é inútil mesmo, mas se você quiser pode complementar a história com esse vídeo aqui. Ok, também não é super relevante, mas se você ainda está lendo isso aqui é porque você tem tempo, aproveita e confere um dos figuras que eu conheci nessa viagem!

Beline, da Grécia

Mais sobre o beline e seus vídeos e textos (in) úteis

Beline Mochileiro UP

Postado por Thaís Aguiar

segunda-feira, 2 de março de 2009

Viajar é uma arte

Embarco hoje para a Europa, onde tenho dois casamentos e, espero, nenhum funeral. E isso me faz pensar sobre o quanto uma pausa na rotina é necessária em nossas vidas. Jamais um luxo. Uma viagem, perto ou longe, tem o poder de te tirar do chão. E isso é ótimo. Porém, existem várias maneiras de viajar, e a forma como cada um viaja revela um pouco de sua personalidade.
Conheço gente que não viaja. Conheço outros que só viajam. Uns chegam no destino e não param de comparar a cidade em questão com a cidade natal (ou seja, viajam fisicamente, mas não mentalmente). Tem aqueles que apelam para ônibus de excursão (conheço um casal mais velho que faz isso). E tem os que, na minha opinião, são profissas no assunto. Sabem viajar. E saber viajar é como saber cozinhar, saber costurar, saber pintar. É uma habilidade, uma arte.
Em primeiro lugar, a mala deve ser a menor possível. Você precisa de muito menos coisas que imagina. Lembre-se também que não se pode ir no espírito eterno da comparação. Cada cultura é uma cultura. Leia bastante antes de embarcar. Minhas viagens, por exemplo, começam no chão da livraria Barnes & Noble. Sento lá, e fico horas – sempre compro o guia The Rough Guide. Escrito por ingleses, os caras não erram e te dão dicas reais, em vez de recomendar subidas no topo de igreja ou de estátua.
É importantíssimo deixar hotéis reservados, para economizar e não fica na roubada numa noite de nevasca. Ou em qualquer outra. O mesmo vale para restaurantes nos quais você sabe que quer jantar. Reserve de casa. Melhor ainda: descubra restaurantes locais, autênticos, e não apenas os “badalados” ou turísticos. Você poderá se surpreender.
Ande pelas ruas, converse com as pessoas, visite museus (e não apenas as lojinhas deles). Estude inglês. Espanhol também ajuda. E se você falar francês, sua viagem às colônias francesas, como Marrocos, serão 80% mais ricas – em ver de apenas ver, você poderá absorver a cultura local.
Ao voltar da França para o Brasil, recentemente, meu pai testemunhou três mulheres brasileiras no avião, empetacadas com roupas e bolsas de marcas caríssimas. Mas elas não sabiam responder o básico de inglês quando abordadas pelo comissário. Há coisa mais cafona e triste? Talvez uma bolsa daquelas pagasse um curso anual de inglês. Mas ter a mentalidade de um viajante de verdade...isso é impagável.Vai lá – http://www.roughguides.com/

Tania Menai, de Nova York

Mais reportagens de Tania Menai, viaje pelo site
http://taniamenai.com/