Última edição? O-ho.
Continuo a ler a mensagem e congelo nesta frase:
“Todos os processos e projetos na vida fecham um ciclo; início, meio e fim são etapas que surgem naturalmente em nossas atividades e ações...”
Não consigo escrever nada, um vazio se abre à minha frente.
Deleto essa ideia do meu dia ... da minha semana ... da outra também...
Mas ela está lá, lentamente martelando: fechar o ciclo, fechar o ciclo, fechar o ciclo...
Peço um prazo, adio o inevitável.
Há tempos não escrevo, confesso, mas o blog estava lá, esperando, solidário. A companhia-distante de companheiras queridas, unidas num ideal, aguardava. A partir de agora, não mais.
Penso que penso, descubro: meu momento de vida é de doloroso fechamento de ciclos: ciclo familiar mudando com a saída de filhos crescidos de casa; “partida” de parentes idosos deixando apenas saudades. Ciclo de fertilidade que se encerra, alterando a saúde física e emocional. Ciclo de amigos que se mudam, indo continuar suas histórias ao longe, outros para nunca mais... Estou cansada de me despedir de pessoas que amo e com quem compartilhei muito de minha história fora da terra natal.
Percebo: tenho uma relação desafeta com a palavra “último”: último texto, último dia, último ato, último instante, último suspiro.















A tradição católica diz que Satanás é esperto e se introduz sem dar na vista. Ninguém repara. A quem já teve - ou suspeita ter tido - o desprazer de acordar um dia com o Diabo no corpo, recomenda-se vivamente comparecer à capela da Igreja de Santana, no centro do Rio de Janeiro, às oito da manhã de qualquer sábado, e procurar o padre Nelson Rabelo. Ele estará de prontidão para vencer, uma vez mais, toda e qualquer insídia demoníaca. Padre Nelson é o único exorcista em atividade no Rio. Seus 89 anos lhe dão um aspecto frágil, mas a alma continua firme e sacudida. Sua folha corrida de serviços prestados à libertação dos danados é verdadeiramente estelar.A cada semana, cerca de 300 aflitos vão em busca de seus préstimos, numa romaria que já dura 38 anos. Ao ritual que presencia há décadas na capela de Santana, o Capeta reage com gritos, regurgitações e demonstrações de força humana descomunal. 
