A Revista Íntegra, após cinco anos de publicações, chega ao fim.
Convidamos você a conferir esta última edição. Saiba mais...
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de março de 2012

Azul íntegra

...saudades de ter saudades do Brasil, quando eu era uma imigrante em estágio inicial
a primeira infância aprendendo a compreender, a falar, a comer em outra língua.
Quando eu comprava a minha passagem de ida e volta com antecedência de 6 meses e validade de 1 ano,
assim poderia, no meio das férias, decidir se voltava ou não
Saudades de comprar uma lembrancinha para cada um da família e amigos mais chegados
Saudades de ter tantos amigos chegados...
Saudades do país do futuro, de pensar no meu futuro naquele país,
Saudades de não gostar daqui,
de brigar com todo mundo daqui
De ser fiel a um pedaço (grande) de terra com nome pequeno de país
Agora depois de tantas provas e tantos estágios,
me vi.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011



"Ás vezes o nó na garganta se mistura com a vontade de chorar...
A dor no peito se confunde entre a tristeza e a alegria..
A velocidade das coisas são relativas?
As expressões nos rostos, também?
Não sei o que esperar, mas tenho tempo."

Jaciara Rocha - São Paulo, Brasil

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Poesia



Se existe anjo, que me proteja
Se não…
Que eu aprenda respirar

******

Sou aquela que caminha nua, com um cigarro, pela rua querendo gozar com a música do bar da esquina.
Pra esquecer, por alguns minutos, da responsabilidade do mundo, da familia e de mim…
Jà que a terra nao para de girar e o homem não para de pensar.”


Jaciara Rocha - Ferrara, Itália

segunda-feira, 21 de março de 2011

Março - Carolina Bisacchi




A lua cheia me ilumina. A lua cheia me clareia. A lua cheia me embebeda, me hipnotiza e me mareia. E salgados ficam meus olhos, cheios de gotas de mar quando me lembro do que não aconteceu. Que são seus meus sentimentos, meus sensos e sentidos. É sua a minha boca, meu peito, minhas palavras ao vento. São só seus, e todos seus os meus segredos. Porque, quando eu choro de saudade, minha alma se fecha no vazio do espaço que você deixou. Minhas mãos congelam, meu coração, murmura para bater, e por segundos, me sinto morta. Vazia de tudo, vazia de mim mesma. Queria ser azul, me fundir com o encontro do mar com o céu... me tornar pássaro, me tornar lua, me tornar sol. Ser estrela que alumia e irradia. Queria ter uma segunda chance.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Quisera - Margarita Wasserman


Quisera ser como o horizonte.
Quase misteriosa
Intocada e intocável
De longe adorada.
Iluminada pelo sol,
e pela Lua, prateada.

Poesia de Margarita Wasserman
Imagem "Mother" de Priya Anand Pariyani, contribuição ao projeto "100 Women, 100 Artworks".

domingo, 16 de janeiro de 2011

PELO TELEFONE - RETTAMOZO


Grande projeto de Cyro Ridal. Parabéns pelo belo chute!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Cora Coralina em mostra no Rio de Janeiro

Até 13 de março
Exposição mostra a vida e obra da escritora que tomou conta da poesia brasileira.
Desde 11 de janeiro, o Rio de Janeiro recebe a exposição Cora Coralina – Coração do Brasil, no Centro Cultural Banco do Brasil. Produzida pela FazerArte e com a curadoria de Júlia Peregrino, a mostra oferece um mergulho na vida e obra da escritora que marcou a poesia brasileira, exibindo manuscritos, documentos e fotografias.
A cenografia de Daniela Thomas e Felipe Tassara transforma o espaço do segundo andar do CCBB e funciona como um verdadeiro portal para as sensações que resgatam a presença de Cora Coralina na literatura brasileira. As quase 200 imagens expostas contam as histórias da vida de Anna Lins dos Guimarães Peixoto, que, quando começou a escrever, mudou de nome para levar as glórias da sua poesia. A exposição estará aberta até 13 de março.

Cora Coralina – Coração do Brasil
Local: Centro Cultural Banco do Brasil - RJ
Visitação: até 13 de março; terça a domingo, das 9h às 21h.
Entrada franca.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Brigando com Deus

Você me ensinou o que é certo e o que é errado.
Acompanhou-me desde o meu nascer
Mostrou-me as conseqüências do errar
Vivi bons e maus momentos
Sei que algumas vezes fui má
Mas sempre procurei ser coerente e correta
Sei que Você estabeleceu sete caminhos a escolher
Mas não me ajudou a escolher o melhor!
Mostrou-me a opulência do Ter
Mas escolhi a excelência do Amar
E hoje estou triste.
Quisera sentir-me amada e desejada
Deveria agradecer-te pelo que já recebi
Serão as dores apenas um pretexto
Para entender os momentos do bem-estar?
Mas hoje estou triste apesar do Sol
Espero o anoitecer e um novo amanhecer
Para poder, então, comparar e agradecer.
Obrigada Deus por tudo de bom
E tudo de mau que vivi,
Pois me tornei uma pessoa melhor!

Margarita Wasseman - Curitiba, Brasil

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

"Uma homenagem ao primeiro aniversário da Crise Financeira Mundial" - Marcelo C. Madeira

Pane na máquina do espírito

Há algo de errado
Na máquina do espírito
É falta de óleo
Ou falta de brio

Ou quem sabe

Uma mania hipocondríaca
De explorar a cobiça
Aos limites limítrofes
Do preço mais cotado
do cambio flutuante de ideários

Que dia menos dia
Há de queimar o fusível
E explodir o coração

As veias entupidas de dinheiro
Esse material abstrato
Sem valor natural
Apenas o valor agregado

Que gangrena a carne
Que engrena o carro
Que engendra o espírito
Que gera o vício
Que causa o pigarro


Um fino e espetacular
Curto circuito
Que não deixa vestígios

Só fragmentos de culpa
Aniquiladas a murro
Na ponta da faca
Que tira as vísceras rasgadas
De um jovem na calçada

E o velho deitado
Já não entende nada
O espírito já é máquina
Um enguiço retroativo
Marcelo C. Madeira

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Jardim Secreto

Se você anda assim pensando
Em ter um jardim secreto
Você deve cultivar um amor brando
E ser dos amantes o mais discreto
Atenção a tantas jóias e presentes
Não convém deixar nenhum vestígio
Escapulidas noturnas serão freqüentes
E cuidado ao embebedar o seu espírito
Terá de fazer da vontade alheia a sua
E ter um álibi na madrugada
Regar o jardim à luz da lua
E esconder as mãos entrelaçadas
Resistir um beijo em praça pública
E não tardará a ser uma alma desgarrada.


Marcelo Candido Madeira, Zurique - Suíça

domingo, 1 de março de 2009

Adeus

Saio de casa aflita:
onde estão os cravos, as rosas?
E as bocas-de-leão?
Busco atenta com os olhos:
e os portões? E as vizinhas conversando ao portão, vigiadas pelas dálias?
As dálias? Aquelas dálias tão sem graça?
A graça delas era a sem gracesa...
Os girassóis... os girassóis...
Aquele girassol solitário num canto de um jardim qualquer.
Onde está?

Quero as minhas pracinhas!
Aquelas cheias de flores: às vezes amor-perfeito, outras vezes eram as onze-horas, a enfeitar os dias de sol.
As pracinhas com os pedregulhos a entrar por dentro das sandálias.
Nunca mais vi moça ou senhora, a descalçar suas sandálias, para tirar alguma pedrinha.

Onde estão os jardins onde os namorados se atreviam a roubar pequenos buquês para presentear suas amadas?
Adeus minha cidade florida.
Adeus corações coloridos.
Agora, tudo é cinza...
Margarita Wasserman - Escritora e membro doInstituto Histórico e Geográfico do Paraná

domingo, 28 de setembro de 2008

Vivência


Casada aos dezoito anos

Descasada aos quarenta e oito

Trinta anos de experiência

Tornaram-me totalmente inexperiente

Muitas lágrimas desejando a liberdade

Muito medo de alcançá-la

Desejo de viver a vida

Uma âncora prendendo-me à morte...

Uma Margarita lutando contra uma secóia

Pensando ser forte. Desejando a morte.

Esquecendo a existência dos homens

Buscando a Deus.

Deus aqui! Aqui, Deus!

Força quase sobre-humana,

Tornando-me quase humana

Alcançando dentro de mim, uma fagulha divina.


Margarita Wasserman, escritora e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Pr.